O Vytar de Ícaro
“Aqui é a Capitã Iara Venn, líder da Missão Ícaro. Doze pilotos Rank A cruzaram a borda. Os instrumentos não funcionam, mas os Vytar sabem o caminho. Eles sempre souberam. Estão cantando. Se alguém ouvir isto: não mande resgate. Mande—” — caixa-preta recuperada na Fronteira. A gravação continua por sete meses de silêncio.
A nave que voltou
A Missão Ícaro foi a última tentativa oficial de chegar ao centro da Zona Morta. Doze pilotos Rank A entraram. Sete meses depois, uma única nave voltou: o Vytar da Capitã Iara Venn, líder do esquadrão.
A piloto estava morta havia semanas. O Vytar continuava voando.
A Estação Limiar
O Conselho não destruiu a nave. Isolou-a na Estação Limiar, um posto de quarentena na Fronteira, a faixa de rotas de warp entre a Orla Exterior e a Zona Morta. Os dados que o Vytar trazia foram classificados como ultra-secretos e selados.
Durante anos, os técnicos da Limiar registraram o mesmo comportamento: dentro do hangar, o Vytar repetia manobras de combate. Não eram as manobras da Capitã Venn. Eram as de doze pilotos diferentes, ao mesmo tempo.
A Fronteira cai
Quando a Zona Morta alcançou a Fronteira, as frotas da Aliança que guardavam as rotas foram convertidas. Fragatas, cargueiros, faróis de navegação e esquadrões inteiros continuam em serviço, nos mesmos postos, sob outra ordem.
O Vytar de Ícaro acordou nesse dia. A Estação Limiar caiu primeiro.
O que se sabe
- Ele lidera o que restou das frotas da Fronteira.
- Ele aprende: em combate, espelha as manobras do piloto que enfrenta. Quanto mais você age, mais ele devolve.
- Pilotos que o enfrentaram relatam ouvir, no canal de comunicação, uma voz calma de mulher, e depois respiração, e depois doze respirações.
“Não é que ele não saiba que a Capitã está morta. É que, para um Vytar, talvez isso nunca tenha importado.” — relatório da Estação Limiar, trecho não censurado